Illuminatio & Belregard

– POR JORGE VALPAÇOS

Olá, pessoal, tudo bom? Deixo aqui uma pequena dica para a ambientação de Belregard. Trata-se do álbum Illuminatio do Metatron Omega (Scorpio V e Simon Heath), que faz parte do selo Cryo Chamber de música ambiente sombria.
Em setembro de 2017 foi lançado Illuminatio, terceiro do Metatron Omega. Neste disco, que continua o que foi tratado em Sactum e Gnosis Dei, temos a viagem de um eremita que experimenta o incognoscível por meio da percepção de elementos soturnos. Ao ter acesso a essas experiências (de iluminação), o eremita recebe a alcunha de Iluminado (o que brinca um pouco com o próprio conceito de iluminuras do medievo). Esse eremita “illuminado” se encaixa perfeitamente na figura de um Arauto em Belregard. Veja bem, a própria descrição do Metatron Omega fala que:
Ser “iluminado” significa que se descobre algo que não era conhecido antes, mas, ao fazê-lo, um está lançando Sombra sobre outra coisa. A luz eterna brilha sobre as profundezas reveladas da alma. Paralelamente, essa reflexão se entremeia nas atmosferas monásticas.
E é exatamente esse conceito o do Arauto, um ponto de luz na escuridão, um farol. Ocorre que quanto mais ele ilumina, mais as sombras se evidenciam.Em Illuminatio, ao lado do som ambiente, temos o coro hipnótico dos “Illuminados”, buscando a salvação do espírito universal da Humanidade. Uma batalha perdida, aliás, pois:
Iluminando o espírito, lançaram uma Grande Sombra sobre o mundo.
Sim, isso mesmo, vocês se recordam do conceito de Sombra Viva de Belregard? Então…
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O disco começa com a faixa Ecclesia Universalis, que te joga ao cotidiano monástico, repleto de ecos e silêncios propositais. Em Heosphoros você é transportado para algo mais pesado, até sofrido. Provavelmente temos aqui as Marcas do Criador atravessando o Arauto/Iluminado. Em Illuminatio, a terceira faixa do álbum, somos apresentados a uma atmosfera contemplativa e desesperançosa. O que se choca que Thy Light, música que tem tons mais vívidos, mas atormentam pela cadência imposta. Mysteriis De Sanguine abraça Belregard e seu sangue e morte. Sacrum Noctis dialoga com o Belgho Negro e com certas coisas que apenas quem chegar ao Tomo Innominatus, com as mais profanas verdades sobre o mundo derrotado. E por fim, Chalice of Eternity, que versa com a metafísica, com pacto, com culto. E talvez, com mais do que o flerte, mas com o abraço com a Sombra Viva.
Eu recomendo ler Belregard (que está chegando) ouvindo Illuminatio. E mais, ouvir e escrever aventuras, criar personagens, levar à mesa. Uma partida com esse som fica incrível. Era esse som que me acompanhava durante a campanha de financiamento coletivo do Bel. Penso que poucos sons se encaixam tão bem com a atmosfera proposta por Jefferson Neves e Rafão Araujo. Você pode ouvir o álbum na íntegra aqui, no canal do Cryo Chamber e/ou adquiri-lo aqui.
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